Fórum da Sessão Plenária do Prof. Diogo Casanova

Anacronismos geração tecnologia-instituições de ensino cristalizadas- emergentes desafios societais

 
Foto de Maria Inês Faria
Anacronismos geração tecnologia-instituições de ensino cristalizadas- emergentes desafios societais
por Maria Inês Faria - Wednesday, 14 October 2020, 17:24
 

Boa tarde,

Gostaria de colocar a Vossa consideração/debate/reflexão, o seguinte:

Como “combater” o “conhecimento inerte”, tal como referido pelo Sr. Prof. Doutor Paulo Dias, e focar os processos de ensino aprendizagem que promovem skills, e demais competências para a resolução de problemas, tão valorizadas pelo mercado de trabalho, tal como demonstra o estudo “Preparados para Trabalhar” de Vieira e Marques (2014), quando existem certos/as estudantes, os/as quais, ainda que dominem certas tecnologias, não demonstram competências em aprendizagens colaborativas, inseridos em instituições de ensino que padecem de cristalização de modelos pedagógicos tradicionais, e em sociedades com cenários de transformação social cada vez mais emergentes e desafiantes ?


Com os melhores cumprimentos,

Maria Inês Faria

/IPBeja/

Foto de Paulo Dias
Re: Anacronismos geração tecnologia-instituições de ensino cristalizadas- emergentes desafios societais
por Paulo Dias - Wednesday, 14 October 2020, 20:31
 

Estimada Maria Inês Faria,

O conhecimento inerte resulta de aprendizagens orientadas para os processos de avaliação tradicionais, i.e. exame, no âmbito de um currículo normativo. Deste modo, não é considerada a capacidade/competência do estudante para resolver problemas nos contextos de inovação. Para ultrapassar esta limitação teremos de valorizar a aprendizagem colaborativa como um meio para a flexibilização social e cognitiva na criação dos instrumentos de pensamento para enfrentar novas situações. 

Foto de Diogo Casanova
Re: Anacronismos geração tecnologia-instituições de ensino cristalizadas- emergentes desafios societais
por Diogo Casanova - Thursday, 15 October 2020, 11:05
 

Estimada colega,

Concordo na totalidade com o Professor Paulo Dias acrescentando que a normalização dos processos de ensino, aprendizagem e avaliação vêm desde o inicio: da formação básica e secundária. Os alunos (e acrescento) os professores são formatos numa ideia pré-concebida de ensinar conteúdo e não na perspectiva crítica de avaliar de que forma o conteúdo é aplicado na prática. O pensamento crítico passa, também, pela capacidade de compreender e criticar o conhecimento e a sua aplicação prática.

Devemos ´desformatar´ o aluno dos modelos de aprendizagem instituídos, demasiado sustentados na aquisição/transmissão de conhecimento e unidirecionalidade. Procurar incutir atividades de aprendizagem que suscitem a colaboração, a discussão, o questionamento, a prática e a produção e tornar a avaliação mais integrada nesta variedade de ´formas de aprender´. O trabalho da Professora Diana Laurillard é particularmente interessante nesse sentido. 

Laurillard, D. (2013). Rethinking university teaching: A conversational framework for the effective use of learning technologies. Routledge.